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Aline Silva – Vice–Campeã Mundial de Luta Olímpica e Medalhista Pan–Americana. A atleta defende o Sesi-SP

Todo atleta tem grandes histórias pra contar sobre sua trajetória, o seu dia-a-dia no esporte. Comigo não é diferente. Comecei com o judô, mas não tinha dinheiro nem pra comprar o quimono. E como toda história de sucesso, um anjo da guarda me ajudou. Minha mãe Lídia sempre me apoiou, nas horas mais difíceis e nas vitórias.

Em 2002, decidi migrar para luta olímpica, uma modalidade até então desconhecida no país e distante da realidade vitoriosa do judô. Após a decisão, não demorou muito e os resultados começaram a aparecer. Fui vice-campeã mundial júnior em 2006, um feito inédito para o país na modalidade. Mas as dificuldades não cessavam principalmente a financeira. Nessa hora que é preciso ter garra e perseverança para continuar insistindo no sonho. Já na faculdade, passava de sala em sala vendendo lanche natural, alfajor, toalhinha bordada e tudo mais que fosse possível para ajudar nas contas… trabalhei até como “faz tudo” em uma empresa de ofurô de um sensei de judô para pagar um camping de treinamento. Confesso que na época cheguei a trabalhar até com tala no pé (por causa de um machucado adquirido em treino), mas, como precisava do dinheiro, eu não podia deixar de ir.

São muitas histórias, de muito esforço, mas todas elas culminaram em uma só: me tornei referência na modalidade e fui vice-campeã mundial em 2014, até o hoje o melhor resultado do país na história da luta olímpica. Em 2016 realizei um sonho que foi disputar os Jogos Olímpicos, que foi ainda mais especial por competir em casa, na Rio 2016. Por isso, agradeço muito a Deus por todo caminho que trilhei, principalmente pelas dificuldades, muito do que sou hoje devo a elas.

Aline Silva é defende o Sesi-SP e a Marinha do Brasil. A paulista conquistou o maior resultado da luta olímpica brasileira ao ficar em segundo lugar no Mundial de 2014.

 

 

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